Posts de Agosto, 2009

e temos o filme do ano

Agosto 11, 2009
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Inimigos Públicos (Public Enemies, Michael Mann, 2009)

não só por ter a melhor captura em digital já realizado (visceral, diria), por ter um grande personagem, por uma ótima trilha sonora (incluindo aí a falta de) ou por ser um belo filme de gênero, mas também por extrapolar tudo isso e entregar um filme com lindos enquadramentos (o que é a sequência do bosque com luz natural? a introdução do Bale, um abuso), Cotillard falando com os olhos, diálogos inspirados e um romance… que romance, arrebatador, daqueles que arde como se o mundo fosse acabar amanhã (não que seja de todo errado, no caso). por esses e outros motivos, o filme a ser batido no ano de 2009 e, sinceramente, acho difícil alguém conseguir – é, isso serve pra você Scorsese e pra você Tarantino. Mann is the man, é clichê, mas é real.

top 2009 (discos)

Agosto 11, 2009

lista – em ordem de preferência – dos discos lançados esse ano. sim, sou doente por tops.

01. Together Through Life (Bob Dylan)
02. Music From the North Country: The Jayhawks Anthology (The Jayhawks)
03. Wilco – The Album (Wilco)
04. Already Free (The Derek Trucks Band)
05. Amor Vincit Omnia (Pure Reason Revolution)
06. No Bagagge (Dolores O´Riordan)
07. Dark Was the Night (Vários Artistas)
08. The Eternal (Sonic Youth)
09. Fork in the Road (Neil Young)
10. Veckatimest (Grizzly Bear)
11. Sometimes I Wish We Were an Eagle (Bill Callahan)
12. The Devil You Know (Heaven and Hell)
13. Years of Refusal (Morrissey)
14. The Liberty of Norton Folgate (Madness)
15. American Central Dust (Son Volt)
16. Song Of The Pearl (Arbouretum)
17. A Positive Rage (The Hold Steady)
18. Secret, Profane and Sugarcane (Elvis Costello)
19. Wait For Me (Moby)
20. Tonight (Franz Ferdinand)
21. No Line on the Horizon (U2)

closer

Agosto 7, 2009
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Closer (Mike Nichols, 2004)

não, esse post não é uma crítica do filme de Mike Nichols, mas sim, tem relação com ele. certa vez em um forum de discussões, Closer foi o filme da vez, e lembro-me também que falei algo similar a: esse filme é uma espécie de utopia nos relacionamentos amorosos, no bom sentido – óbvio que soou estranho, já que o filme “desmascara” os romances e, de certa forma, é pessimista, mas explico o que eu quis dizer com essa “utopia”.

os relacionamentos modernos são cercados por joguinhos, disputas, quedas de braço, orgulho, etc, e sabe, não tenho saco pra isso não, e nesse ponto acho que Closer é perfeito, é óbvio que o que é visto na tela é uma ficção, é a sinceridade amplificada, caricatural até. mas que dá uma vontade de trazer daquele mundo paralelo, pra o nosso, ah dá!

ali não existem jogos, ali as pessoas abrem o jogo, falam o que pensam, o que sentem, e de forma direta, não perdem seus tempos e nem o do seu parceiro correndo atrás do próprio rabo, isso denota respeito por si e pelo outro e é disso que sinto falta, sinto mesmo. lá eles vivem, sentem, otimizam seu tempo,  não jogam.

PS: Narizinho, esse é teu.