Posts de Outubro, 2008

preguiça

Outubro 30, 2008

ela simplesmente existe, eu não quero ser assim. “ei, deixa de ser preguiçoso!”. tá, eu gostaria, qual a fórmula? ou tu acha que quando me convidam pra sair eu não vou porque simplesmente não quero? “ah, não me misturo com esse povo bla bla”, não tenho esse tom de superioridade não, é que tenho preguiça, tenho preguiça de vestir minha máscara de sorrisinhos falsos e de cara interessado naqueles assuntos que simplesmente me cansam, não tenho ritmo pra isso não, nem saco, nem disposição, nem nem nem. eu tenho preguiça.

O Retrato de Jennie (William Dieterle, 1948)

Outubro 26, 2008

começa mal, com uma narração que cita de – de Keats à Eurípides – com intuito de preparar o espectador para o que está por vir, desenhando mesmo, além de algumas subtramas que soam desnecessárias. a vontade é sempre de voltar a trama principal, o romance crescente entre Jennie (Jennifer Jones) e Eben Adams (Joseph Cotten) é o que realmente interessa, sobretudo porque tudo é envolto por uma atmosfera diferenciada. Jennie fala de acontecimentos passados como se presentes fossem, e a cada nova aparição sua, esta um pouco mais velha, o que por si só, já desperta um interesse a mais.

mas acima de tudo, é um romance lindo que trata do amor de uma forma muito intensa, mostrando que o tempo não existe. quem garante que a pessoa certa para nós não poderia ter vivido em outra época? seria o amor atemporal mesmo? O Retrato de Jennie responde estas questões.

NOTA: 3/4

Igual a Tudo Na Vida (Woody Allen, 2003)

Outubro 20, 2008

meio lugar-comum, ainda mais se tratando do Allen. ainda assim, tem alguns diálogos divertidos e bem construídos, o personagem do Allen é a melhor coisa do filme disparado (quase tão foda quanto o de Scoop). e, apesar de ser uma comédia romântica, ele é muito cruel. é cruel demais a situação que passa o Jerry, apesar de que, de certa forma, ele merece. por ser um banana inseguro, não toma atitudes e, a namorada dele, que de boba não tem nada, pinta e borda. dá vontade de dar porrada no Jerry e dizer: “acorda, filho da puta!”

nota: 2/4

Superbad – É Hoje (Greg Mottola, 2007)

Outubro 20, 2008

talvez a melhor comédia do ano passado. mas além do simples fato de ser absurdamente hilária, conta com um calor humano fortíssimo, embasado pela amizade entre Seth e Evan. amigos de infância que estão na iminência de formarem-se e, consequentemente, separarem-se, já que vão pra universidades distintas.
mas antes disso, eles tem sua última chance de perder a virgindade, numa festa dada pela menina que Seth gosta, e é aí que começa o problema da dupla (trio).Seth compromete-se em comprar as bebidas para a festa, no entanto, como é menor de idade, precisaria de um maior para tal feito, aí que entra Fogell, que acabara de comprar uma identidade falsificada. Seth encarrega seu “amigo” da missão, o problema é que Fogell – agora conhecido como Mclovin -, é um completo imbecil, que sequer se mexer sabe. o resultado é que os três (Seth, Mclovin e Evan) partem numa cruzada noturna atrás de meios de conseguir as prometidas bebidas, nesse interím temos a inclusão de dois policiais completamente desmiolados, um mendigo bêbado, uma festa com mulher menstruada e o diabo a quatro, o resto já dá pra imaginar.

Superbad! é tudo que esses americans pie debilóides tentaram ser, apesar da “pastelice”, o filme conta com excelentes piadas e gags visuais, não soa estúpido como o já citado, soa naturalíssimo, soa nostálgico até.

nota: 3/4

essa tal de felicidade.

Outubro 16, 2008

essa tal de felicidade, eu acho que tem mais a ver com alguma coisa de dentro. não acho que ela se debruça sobre coisas/pessoas, nada externo. e é justamente por isso, que ela parece tão utópica.

(um agradecimento ao Murilo (Gara, zaber!), pois foi numa das nossas conversas que eu falei esse troço aí).

Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal (Steven Spielberg, 2008)

Outubro 6, 2008

o Spielberg conseguiu. conseguiu me transportar lá pro mundo fantasioso dele, e ainda de quebra, me arrastar pra aquela nostalgia tão peculiar dos anos 80 e seus filmes dublados da sessão da tarde. Reino da Caveira de Cristal tem tudo que os Indys anteriores tinham e otimizado com umas doideiras sensacionais enfiadas ali no meio daquela diversão toda. Ford está bem demais – eu temia por ele nesse – , mas não, eles ainda usam essa coisa da idade, de estar “ultrapassado” a favor do próprio Ford/Jones. e aquela trilha, hein? arrepiante. pipoca e família reunida na sala. vale cada minuto.

NOTA: 4/4